Professores em formação na Pio Décimo

Professores em formação na Pio Décimo

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Fichamento II - Atividade Acadêmica

FICHAMENTO

CARVALHO, Tatiana Lourenço de. Ensino de Espanhol Auxiliado por Emails: Depoimentos de Alunos que Vivenciaram esta Experiência no Núcleo de Línguas da Universidade Estadual do Ceará (UECE). Universidade Estadual do Ceará – UECE. Disponível em acesso em outubro de 2011.
1 Objeto da pesquisa: “Ensino de Espanhol Auxiliado por Emails: Depoimentos de Alunos que Vivenciaram esta Experiência no Núcleo de Línguas da Universidade Estadual do Ceará (UECE).”
2 Objetivos:
“[...] tentar contribuir com a reversão desta realidade, embora em contextos adversos, decidimos em nossa prática docente experimentar e realizar uma experiência que trate da utilização e do aproveitamento das interações nesses ambientes, mais especificamente buscar compreender como o uso do gênero digital email pode contribuir para o ensino de línguas em especial da língua espanhola.” (p. 95)

3 Hipóteses: “[...] A possibilidade de contato real e imediato com outras “aldeias” é o que diferencia o ensino de línguas de hoje do ensino de línguas de nossos antepassados imediatos [...].” (p. 94)
4 Metodologia: Foi realizado um estudo desenvolvido por meio de pesquisa com base na escrita, devido a seu caráter predominante no meio digital.

5 Fontes:
Bibliográficas e Documentais. A. P. Garcias, P. H. Humblé, M. Lévy, J. P. M. Pozos, F. M. Silva, I. L. Vieira, N. ZANOTTO.
6 Principais conceitos:
“Concordamos, com Paiva (2005: 76) ao afirmar que o email “é uma ferramenta que facilita a colaboração, discussão de tópicos de trabalho e aprendizagem em grupos grandes, viabilizando a criação de comunidades discursivas, superando limitações de tempo e de espaço [...]”. (p. 97)
7 Principais conclusões:
“Não cabe dúvida a importância do trabalho em questão no que concerne ao destaque dado à utilização do computador, da Internet e, mais especificamente, dos gêneros digitais, em especial do email no ensino de línguas, principalmente de língua espanhola.” (p. 100)
“A realização desse trabalho, através das respostas dadas pelos alunos na “Apreciação Integrada”, nos permitiu perceber que os discentes também estão atentos as potencialidades pedagógicas desses novos recursos digitais e que não estão satisfeitos com o ensino apenas pautado no livro didático e nas situações, muitas vezes, artificiais de comunicação de sala de aula, o que não favorece em nada a interação autêntica na língua meta.” (p. 101)
8 Comentário pessoal:

No aprendizado de uma língua estrangeira não cabe apenas a parte oral (o saber falar), mas escrever bem. Afinal a escrita também é uma forma de expressão muito importante. Essa pesquisa mostra o quanto a tecnologia, através da internet (e-mails), ajuda ao desenvolvimento da escrita de forma simples e eficiente.

9 Palavras-chave: Ensino, espanhol, email.
Componentes:

Gilson Sousa, Jilvan Batista, Gilmeire Carvalho, Glice Rosa, Débora Vianna, Iara e Tarcila.

Fichamento - Atividade Acadêmica

FICHAMENTO

WEHMEYER, Claudia de Oliveira Tacques; SOUZA, Drª Valdemarina Bidone de Azevedo e. O Ensino com o uso da Internet na Aprendizagem da Língua Espanhola por Idosos. Disponível em acesso em outubro de 2011.

1 Objeto da pesquisa: “Qual o potencial de um ensino de língua espanhola associado ao uso de recursos informatizados?”

2 Objetivos:

“[...]analisar o potencial de um ensino de língua espanhola associado ao uso de recursos informáticos na aprendizagem de idosos e os principais aspectos que evidenciam a apropriação da língua espanhola por idosos; [...]” (p. 33)
“[...]identificar as principais dificuldades e possibilidades dos idosos na aprendizagem da língua espanhola.” (p. 33).

3 Metodologia: A pesquisa foi realizada numa abordagem de cunho qualitativo, de intervenção. (p. 33).

4 Fontes:
Bibliográficas e Documentais. Jacques Delors, Rommel Melgaço Barbosa, Vitória Kachar, Mar Cruz Piñol, Carmen Rojas Gordillo, José Armando Valente.
6 Principais Conceitos:
“[...] É possível que a sensação de insegurança, angústia e, possivelmente, de medo que aflorou em alguns, fosse devido à exigência simultânea de novos saberes na resolução da tarefa que envolvia a Língua Espanhola e o uso do computador.” (p. 36);
“[...] Segundo Viscott (1978) os sentimentos são um sexto sentido que tem como função interpretar, ordenar, dirigir e resumir os outros cinco sentidos. Para este autor eles expressam dor, tristeza, alegria no que experimentamos [...].” (p. 36);
“[...]Os idosos-alunos tendem a exigir de si rapidez na solução das atividades da língua espanhola e demonstram desejo de dominar as ferramentas do computador de forma rápida, gerando frustração quando não ocorre na mesma rapidez que desejam. Esquecem que a aquisição do domínio de uma língua estrangeira exige muita leitura, conhecimento básico de estruturas lingüísticas.” (p. 37);
“Os idosos-alunos ao serem desafiados a realizarem atividades que se julgavam incapazes de resolvê-las se depararam, em muitos casos, com a motivação intrínseca. A atividade despertava uma atração que os impulsionava a vencer seus obstáculos, bem como encontravam reforços para seguir avançando no domínio da língua estrangeira e do computador.” (p. 37);
“Para Kachar (2003), na terceira idade o erro incomoda muito, querem somente acertar e ficam desconcertados com o próprio erro. O erro pode torná-los dependentes com relação a tomarem atitudes e decisões, pois preferem perguntar a quem estiver mais próximo antes de correrem o risco de errarem novamente. Mas salienta que existe a contra partida quando se arriscam e acertam, a atitude é de alegria e de satisfação. [...]”; (p. 37).
“[...]Após o término desta atividade deveriam entrar na Internet para trabalhar no site: www.willamette.edu/~bortega. Já não era mais novidade o processo de realização das atividades, sabiam que não poderiam mudar de página sem antes verificar a sua pontuação e de chamar a mim ou aos monitores. [...]” (p. 38).

7 Principais conclusões:

“O uso do computador interligado a Internet está cada vez mais inserido ao nosso dia-a-dia, sua presença é significativa nos vários setores da sociedade, e vem causando mudanças na economia, no âmbito social, político e no comportamento dos cidadãos. [...]” (p. 38);
“Ao longo da pesquisa foi verificado que as atividades didáticas da língua espanhola mediadas pelo computador requeriam procedimentos e métodos adequados aos idosos, para que pudessem organizar e produzir esquemas mentais e estabelecer relação com os conhecimentos prévios..” (p.39);
“As principais diferenças que tivemos que superar ao longo das oficinas, desde a nomenclatura dos ícones, a utilização do mouse e a reorientação das atividades ao ser constatada desmotivação em relação a determinados desafios propostos, das ferramentas até o domínio da língua estrangeira que estavam aprendendo.”.(p. 39);
“[...]Nesta pesquisa comprovou-se também que estereótipos sobre a incompetência dos idosos de que não conseguem ou não podem aprender um idioma e a usar o computador são questionáveis. Eles parecem necessitar de mais tempo para aprender e concluir tarefas do que uma pessoa mais jovem, mas não estão impedidos de dominar a máquina ou aprender um idioma. Entretanto, isto também precisa ser foco de pesquisa.” (p. 39);

8 Comentário pessoal:

A pesquisa feita demonstra a capacidade que os idosos ainda possuem de aprendizagem, estimulados pelo uso da internet. O que demonstra que a inclusão digital é possível em todas as idades. Assim como o aprendizado de outros idiomas. É a tecnologia em pro da educação e inclusão social.

9 Palavras-chave: Ensino, aprendizagem, motivação, idosos, recursos informatizados, língua espanhola.
Componentes:

Gilson Sousa, Jilvan Batista, Gilmeire Carvalho, Glice Rosa, Débora Vianna, Iara e Tarcila.

domingo, 27 de novembro de 2011

O que só o português tem


Cada idioma do mundo tem suas próprias características e diferenças ou “individualidade”. O português difere do francês em ter dois verbos de ligação, ser e estar; o português se distingue do francês, do italiano e do espanhol por ter infinitivos conjugados (para vocês falarem, para nós falarmos, para eles falarem).
A língua portuguesa, diferentemente de outros idiomas, recorre ao futuro do subjuntivo, que tem, em certos casos, formas verbais irregulares que atrapalham tanto falantes nativos como os aprendizes do idioma. Se o juiz der a autorização, procederemos à investigação. Se eles virem os estragos realizados pelas inundações, tomarão logo as devidas providências. Se eles vierem para dialogar e não brigar, poderemos chegar a um acordo.
Outra marca do “gênio da língua portuguesa”, para usar as palavras do gramático Evanildo Bechara, é o emprego do gerúndio precedido do verbo estar (além de outros verbos como andar, ir, vir, ficar) para “... trazer atos que se realizam paulatinamente, em vez do uso de formas simples do verbo, como faz o francês”. É como ilustra um exemplo de Bechara: “Jeanne nous regard/Joana está-nos olhando ou olha”, em Moderna Gramática Portuguesa (2001, página 232).
Um fenômeno também específico do português é a mesóclise, isto é, a intercalação de pronomes átonos nos verbos no futuro do presente ou no futuro do pretérito: “dir-se-á” e “calar-me-ia”. Alguns falantes de português lamentam o fato de que a mesóclise esteja sendo cada dia menos usada na língua contemporânea.
Alguns jornais de ampla circulação recomendam que os jornalistas não usem a mesóclise em suas reportagens. É uma realidade que as línguas mudem
através do tempo e as mudanças ocorrem paulatinamente sem os usuários perceberem. Algumas construções desaparecem enquanto outras surgem. É a vida.

John Robert Schmitz (www.iilp-cplp.cv/index.php)

sábado, 26 de novembro de 2011

Questionamento à profesora Aldeni Santana sobre avaliação e educação inclusiva


Gostei muito das colocações de Maria Teresa Mantoan no texto 'Caminhos pedagógicos da inclusão'. Certamente poderemos aprofundar a discussão e absorver muita coisa positiva da sua prática em relação à educação inclusiva. No entanto, quando ela fala que 'temos de agir urgentemente', coloca um ponto que me deixa intrigado: - 'garantindo tempo para que todos possam aprender e reprovando a repetência'. O que ela quer dizer com isso? Qual a sua (sua, Aldeni) opinião sobre repetência? Qual a melhor maneira de avaliar alunos com deficiência?

Professora Aldeni Santana
As escolas e as práticas pedagógicas precisam ser inovadas, precisam ganhar um sentido maior...Concordo plenamente com Mantoan quando ela afirma que " Inovar não tem necessariamente o sentido do inusitado. As grandes inovações estão, muitas vezes na concretização do óbvio, do simples, do que é possível fazer, mas que precisa ser desvelado, para que possa ser compreendido por todos e aceito sem outras resistências, senão aquelas que dão brilho e vigor ao debate das novidades".
Você provoca com um questionamento interessante acerca da repetência e da avaliação. A repetência é resultado da qualidade do ensino que está sendo oferecido (fracassado)...e a avaliação como vem sendo aplicada reforça ainda mais esse fracasso. As respostas educativas que os sistemas de ensino estão tendo...mesmo que gritantes, não estão fazendo efeito. Permanece tudo do mesmo jeito...sem perspectivas de mudanças.
As pesquisas, os dados revelam quão deficientes estão os rumos da educação.
Considero arbitrária a forma como os alunos são avaliados...nessa perspectiva de selecionar...nivelar por cima. Avaliar é muito mais que isso! Claro que defendo a avaliação...é preciso avaliar, sentir os resultados do que está sendo feito...Mas, dentro de uma visão mais ampla. Comungo da mesma opinião de Mantoan quando ela defende que "a avaliação constitui um outro entrave à implementação da inclusão. É urgente suprimir o caráter classificatório da avaliação escolar, através de notas, provas, pela visão diagnóstica desse processo que deverá ser contínuo e qualitativo, visando depurar o ensino e torná-lo cada vez mais adequado e eficiente à aprendizagem de todos os alunos. Essa medida já diminuiria substancialmente o número de alunos que são indevidamente avaliados e categorizados como deficientes, nas escolas regulares".
Penso que a avaliação deveria abranger todos os envolvidos no processo de ensinar e aprender...principalmente as práticas desenvolvidas nas salas de aula perpassando por uma dimensão diagnóstica...e, com objetivos definidos sobre o que está sendo feito e o que pode ser feito para melhorar. Esta é a linha que defendo.
Este recorte do texto traduz a preocupação da autora ao defender que "Priorizar a qualidade do ensino regular é, pois, um desafio que precisa ser assumido por todos os educadores. É um compromisso inadiável das escolas, pois a educação básica é um dos fatores do desenvolvimento econômico e social. Trata-se de uma tarefa possível de ser realizada, mas é impossível de se efetivar por meio dos modelos tradicionais de organização do sistema escolar.
O fracasso escolar é gritante...as respostas eduacativas não estão atendendo às necessidades dos alunos...por isso a autora destaca a urgência de "reprovar a repetência". É necessário que as esolas revejam o seu papel...que os professores reconheçam o poder da função que exercem. É urgente que sejamos capazes de reconhecer "a aprendizagem como o centro das atividades escolares e o sucesso dos alunos, como a meta da escola, independentemente do nível de desempenho a que cada um seja capaz de chegar são condições de base para que se caminha na direção de escolas acolhedoras.

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Literatura e Jornalismo Cultural em evento gratuito

Encontros de Literatura 2011 é o evento que acontece de 30.11 a 02.12.11, no Centro de Convenções de Sergipe, e visa debater temas fundamentais para a área da literatura, livro e leitura, a exemplo da situação atual do mercado livreiro, imprensa alternativa, jornalismo cultural, cordel e cibercultura e cases de sucesso, a exemplo do projeto realizado no complexo de favelas do Alemão (RJ).
A abertura acontecerá às 19h do dia 30.11.11, com palestra do escritor e jornalista Xico Sá, da TV Cultura e canal GNT, e presença da secretária de Cultura Eloisa Galdino. Nas manhãs dos dias 01 e 02.12, acontecerão duas oficinas de discussão e elaboração do Plano Estadual do Livro, Leitura, Literatura e Bibliotecas (PELLLB), com a presença de Roberto Azoubel do MinC Nordeste, de Mileide Flores do colegiado setorial do livro, leitura e literatura no Conselho Nacional de Cultura e representante da Biblioteca Nacional.

Certificado
Não é necessário fazer inscrição prévia e os alunos receberão certificado de participação com carga horária de 15 horas de atividades complementares. O credenciamento será a partir das 18 horas do dia 30.11.11, no hall de entrada do Centro de Convenções de Sergipe. Estão sendo convidados alunos de todas as instituições de ensino superior, principalmente dos cursos de letras, comunicação social, pedagogia e biblioteconomia.

Fonte: Secult

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

A extinção dos professores


O ano é 2.020 D.C. - ou seja, daqui a nove anos - e uma conversa entre avô e neto tem início a partir da seguinte interpelação:
- Vovô, por que o mundo está acabando?
A calma da pergunta revela a inocência da alma infante. E no mesmo tom vem a resposta:
- Porque não existem mais PROFESSORES, meu anjo.
- Professores? Mas o que é isso? O que fazia um professor?
O velho responde, então, que professores eram homens e mulheres elegantes e dedicados, que se expressavam sempre de maneira muito culta e que, muitos anos atrás, transmitiam conhecimentos e ensinavam as pessoas a ler, falar, escrever, se comportar, localizar-se no mundo e na história, entre muitas outras coisas. Principalmente, ensinavam as pessoas a pensar.
- Eles ensinavam tudo isso? Mas eles eram sábios?
- Sim, ensinavam, mas não eram todos sábios. Apenas alguns, os grandes professores, que ensinavam outros professores, e eram amados pelos alunos.
- E como foi que eles desapareceram, vovô?
- Ah, foi tudo parte de um plano secreto e genial, que foi executado aos poucos por alguns vilões da sociedade. O vovô não se lembra direito do que veio primeiro, mas sem dúvida, os políticos ajudaram muito. Eles acabaram com todas as formas de avaliação dos alunos, apenas para mostrar estatísticas de aprovação. Assim, sabendo ou não sabendo alguma coisa, os alunos eram aprovados. Isso liquidou o estímulo para o estudo e apenas os alunos mais interessados conseguiam aprender alguma coisa. Depois, muitas famílias estimularam a falta de respeito pelos professores, que passaram a ser vistos como empregados de seus filhos. Estes foram ensinados a dizer ‘eu estou pagando e você tem que me ensinar’, ou ‘para que estudar se meu pai não estudou e ganha muito mais do que você’ ou ainda ‘meu pai me dá mais de mesada do que você ganha’. Isso quando não iam os próprios pais gritar com os professores nas escolas. Para isso muito ajudou a multiplicação de escolas particulares, as quais, mais interessadas nas mensalidades que na qualidade do ensino, quando recebiam reclamações dos pais, pressionavam os professores, dizendo que eles não estavam conseguindo ‘gerenciar a relação com o aluno’. O professores eram vítimas da violência ‘física, verbal e moral’ que lhes era destinada por pobres e ricos. Viraram saco de pancadas de todo mundo. Além disso, qualquer proposta de ensino sério e inovador sempre esbarrava na obsessão dos pais com a aprovação do filho no vestibular, para qualquer faculdade que fosse. “Ah, eu quero saber se isso que vocês estão ensinando vai fazer meu filho passar no vestibular”, diziam os pais nas reuniões com as escolas. E assim, praticamente todo o ensino foi orientado para os alunos passarem no vestibular. Lá se foi toda a aprendizagem de conceitos, as discussões de ideias, tudo, enfim, virou decoração de fórmulas. Com a Internet, os trabalhos escolares e as fórmulas ficaram acessíveis a todos, e nunca mais ninguém precisou ir à escola para estudar a sério. Em seguida, os professores foram desmoralizados. Seus salários foram gradativamente sendo esquecidos e ninguém mais queria se dedicar à profissão. Quando alguém criticava a qualidade do ensino, sempre vinha algum tonto dizer que a culpa era do professor. As pessoas também se tornaram descrentes da educação, pois viam que as pessoas ‘bem sucedidas’ eram políticos e empresários que os financiavam, modelos, jogadores de futebol, artistas de novelas da televisão, sindicalistas, enfim, pessoas sem nenhuma formação ou contribuição real para a sociedade.

Autor desconhecido. Texto extraído da internet.

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Aluno de escola estadual é classificado em concurso literário do Mercosul

O aluno da rede estadual de ensino, Flávio Igor Santos Torquato, pelo

segundo ano consecutivo tem seu texto classificado entre os seis melhores do Brasil, inscritos no concurso literário Caminhos do Mercosul. Estudante da 3ª série do ensino médio do Centro Educacional Vitória de Santa Maria, Flávio Igor irá integrar uma delegação de estudantes do Brasil e, juntamente com alunos do Chile, Argentina, Uruguai, Paraguai e Bolívia, fará uma viagem acadêmica e cultural a Assunção entre os dias 1º e 10 de dezembro. O concurso de redação aconteceu no mês de outubro e envolveu alunos de escolas públicas de todo o país.
Promovido pelo Setor Educativo do Mercosul, nesta edição o concurso firmou um convênio com o Ministério da Educação do Paraguai, que definiu como tema "Paraguai no bicentenário de sua independência". Os gastos com transporte aéreo, terrestre, nacional e internacional, incluindo as taxas de embarque, alimentação e hospedagem, ficarão por conta do governo paraguaio.
O tema despertou muito o interesse de Flávio, que confessou gostar muito de ler e que já teve seu texto classificado na última edição do concurso que contemplou ao aluno uma viagem cultural a Buenos Aires. Nesta nova edição, ele garantiu que repetiria o êxito e cumpriu a palavra. "Quando o concurso foi apresentado pela primeira vez na escola, não tive dúvida de que queria participar mais uma vez. Passei por um momento difícil em minha vida pessoal, mas, com o apoio dos meus professores, me entreguei de corpo e alma aos estudos e à pesquisa e consegui, mais uma vez, alcançar esse êxito", revelou o aluno.
Em seu texto, Flávio Igor destacou a importância da mulher para o processo de independência do Paraguai. "A mulher participou ativamente na conquista da soberania do Paraguai e este fato é relegado pelos livros de história. As fontes de pesquisas eram muito escassas, porém minhas professoras de português e história se juntaram a mim nas pesquisas e consegui compor um texto que foi aprovado pela comissão julgadora do concurso", explicou o aluno, que fará vestibular este ano e pretende ingressar no curso de Relações Internacionais.
"Um menino de ouro". É com estas palavras que a professora de português, Lourdes Almeida, descreve Flávio Igor. "Ele é muito envolvido com a leitura e empenhado nos estudos. Deu um exemplo de superação, pois passou por um momento difícil em sua vida, mas não deixou se abater. Conquistar esse prêmio foi o reconhecimento pelo seu esforço e capacidade de superação. Ele é uma referência na escola e a comunidade do Vitória de Santa Maria tem orgulho disso", declarou a professora.
A professora de história Josiene Santos reitera as palavras da colega e confessa estar radiante com mais essa vitória do aluno. "Foi uma conquista mais que merecida para o Igor. Tomamos conhecimento do concurso em agosto e, apesar de algumas dificuldades, ele não desistiu de compor seu texto. Com muito estudo e força de vontade ele alcançou o seu objetivo. Acredito muito neste jovem, que com certeza conquistará outros méritos", declarou a professora.

Fonte: Ascom Seed

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Concurso público para professor do município de Aracaju


Continuam abertas até o dia 20 deste mês as inscrições para o concurso público do Magistério Municipal. Estudantes do curso de licenciatura em Letras Português/Espanhol, principalmente dos 5º, 4º e 3º períodos, devem participar do concurso, já que o prazo de validade para chamamento dos classificados é de dois anos, com possibilidade de renovação de mais dois anos.
O valor da inscrição é de R$ 29,90, devendo ser feita através do site da Fundação Professor Carlos Augusto Bittencourt – FUNCAB. (www.funcab.org).
De acordo com o edital, o concurso público terá 152 vagas para o cargo de Professor de Nível Superior da Educação Infantil e do primeiro ao quinto ano do Ensino Fundamental, além de Cadastro Reserva para o quadro de Professor de Nível Superior das demais áreas do currículo do Ensino Fundamental da Secretaria Municipal de Educação de Aracaju. As provas acontecem no dia 11 de dezembro.
Maiores informações no site da Prefeitura de Aracaju (www.aracaju.se.gov.br).

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Número de matrículas em cursos superiores dobra em 10 anos

Censo divulgado pelo Ministério da Educação mostra que participação das regiões Norte e Nordeste aumentou no ensino superior

Priscilla Borges, iG Brasília

O número de universitários brasileiros dobrou na última década. Em 2001, 3 milhões de estudantes estavam matriculados nos cursos de graduação presenciais e a distância no País. Agora, são cerca de 6,37 milhões, de acordo com os dados divulgados na tarde desta segunda-feira pelo Ministério da Educação. As matrículas nas redes públicas cresceram, mas não foram suficientes para alterar a predominância da rede privada na formação desses jovens.
Entre 2001 e 2010, o número de estudantes matriculados nas instituições de ensino superior públicas pulou de 944.584 para 1.643.298. O crescimento de 73,9% está dividido entre as federais (cujas matrículas aumentaram 85,9% no período) e as estaduais (66,7%). A expansão “inédita”, segundo o MEC, é reflexo das políticas de interiorização das instituições e aumento das vagas. E faz o ministro Fernando Haddad afirmar que as metas de crescimento do setor no País para a próxima década serão alcançadas.
O Plano Nacional de Educação (PNE) prevê que, até 2020, 33% da população de 18 a 24 anos esteja matriculada em cursos superiores. O secretário da Educação Superior, Luiz Cláudio Costa, afirmou na tarde desta segunda-feira que os dados do Censo da Educação Superior 2010 mostram que o Brasil ainda está longe da meta. A taxa de matriculados com esse perfil é de 17,4%. Apesar disso, Haddad se mostrou otimista e disse que, se o ritmo for mantido, a meta será alcançada. Em 2008, a taxa era de 13,7%.
O fato é que a rede privada continua sendo a grande responsável pela educação superior no País. Desde 2001, as instituições particulares se encarregam da formação da sete em cada dez universitários brasileiros. E mesmo com o aumento da participação pública, esse índice não mudou diante do total.

Públicas X privadas
O número de estudantes nas instituições de ensino superior públicas cresceu nos últimos anos, mas as privadas ainda lideram matrículas

Regionalização
Para Haddad, outra característica importante revelada pelo Censo da Educação Superior de 2010 foi a distribuição “mais proporcional” das matrículas entre as regiões do País. O número de alunos nas universidades e faculdades dos Estados do Norte e Nordeste, historicamente bem inferiores aos das regiões Sudeste e Sul, aumentou mais do que o restante.

Em 2001, a região Norte tinha 141 mil estudantes e a Nordeste, 460 mil. Em 2010, a quantidade subiu para 352 mil e 1 milhão, respectivamente. No total de 6,37 milhões de universitários, os estudantes matriculados na região Nordeste já são mais numerosos do que os da região Sul: 19,3% do total contra 16,4%. Em 2001, o Nordeste tinha 15,2% dos universitários e o Sul, 19,8%. A região Norte aumentou sua participação de 4,7% para 6,5%.

"É natural que a maior parte dos estudantes esteja concentrada na região Sudeste, já que a maior parte da população está nesses Estados. Mas os números de matrículas estão se aproximando da proporção da população nos Estados e isso é o ideal", afirmou Haddad.